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A LUA, algumas razões para lembrar...

por Tânia Du Bois

 

           

            Não me contento apenas em olhar a Lua, faço questão de propor um estilo de vida onde os escritores gritam sobre ela e nós levitamos... segundo Luiz Coronel, “A Lua //... A palavra lua / nos leva / a ver janelas / na treva. //  A palavra Lua / sobre a nave / se constrói. // A palavra Lua / é cúmplice  da loucura, / e desmaia de gozo sobre os lençóis”.

            Apesar da retórica de envolvimento total, ao refletir a luz prateada, a Lua desempenha papel importante em nossas vidas, porque permanece ativa em nossas histórias pessoais, na literatura e constantes em letras para música, como “... Lua ó lua quero te beijar agora /todos eles estão errado a lua é dos namorados...”; ou, “Tomo um banho de lua / fico branca como a neve.../ oh! luar tão cândido...” E no cinema, onde tudo é lindo e poético, quando a contemplamos, dando reflexo às formas e à luz em conjunto harmonioso. Além da beleza, ela é projeto que impressiona os sentidos, como o livro Para Pescar a Lua de Jorge Xerxes e Palácio da Lua de Paul Auster.

            Em Carmen Presotto, no seu livro Postigos, encontro o inusitado brilho da Lua, em Postigos Naturais e Postigos Lunares, como se fossem cartões postais, “Lua Poesia, teu ser me reveste”.

            Nas palavras de IGdeOL, “A Lua desnuda-se / na abóbada celeste / para me revestir com suas vestes, / os raios lunares...” Essa Lua simpática nos leva ao melhor momento, como efeito romântico, em que ela não é apenas natural, como é feita de lembranças. É delicioso passear sob a luz do luar e aproveitar para sentir a brisa, como em Fernando José Karl, “... só o vento anuncia nas noites com lua.” e “Há luares que pairam o jardim / espessos de branco, //... Há jardins no solo crestado de mares.”; e de andar pela praia, onde os poetas ilustram as cenas com o luar.

            Como ao poeta, a lua cheia sempre nos pega de surpresa. Ronaldo Monte, em Poema da Lua, conta semelhante espanto, “Não há quem não se espante ao vê-la, de repente começando a ser real. Foi semelhante espanto, certamente, que minha neta sentiu na última lua cheia. E foi tanto espanto, que ela quis repartir com sua mãe. Do alto dos seus dois anos e meio, levantou as mãos para apanhar a lua. Com a lua nas mãos voltou-se para a mãe e lhe deu de presente. //... Naquele momento, pelas mãos da menina, foi composto o mais belo poema...”

            Ao ler sobre a Lua, sinto que os escritores dosam fantasia e realidade, chegando ao mundo mágico como fundo de pano entre os homens e as mulheres, como reflete Márcia Maia, “Vejo-me / a face refletida / na Lua que descobre a noite / onde me perco / insone...”