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DÁ PRÁ ACREDITAR EM PALHAÇO?

por Tânia Du Bois

 

“Como riem as crianças / dos palhaços / espantando /

 às gargalhadas / o tempo e a tristeza”  (Kaled Ghoubar)

 

Devemos acreditar que o mundo pode se transformar num lugar melhor, quando compreendemos que um sorriso e uma brincadeira são capazes de diminuir o tamanho de qualquer problema. E que um dos eixos norteadores da alegria é o Palhaço, que se apresenta de forma lúdica para as pessoas de todas as idades e, também, como forma de compreender o mundo, favorecendo a relação entre o viver e o lazer, ao ritmo de cada um, adequado em cada realidade.

Podemos acreditar que entre diversão, brincadeiras, bagunça e confusão os palhaços destacam um importante papel no interesse da criança e na maneira com que expressam o empenho na diversão para todos; como retrata a poeta Maria de Lourdes Mallmamm; “Palhaço.../ A música indica o momento / em que deve se apresentar no picadeiro do circo. / Circo apenas circo.../ Que o faz se transformar / num palhaço fanfarrão que a todos vai alegrar. //.. O palhaço pula e dança / a criançada o adora.../ é hora de gargalhar //... Mesmo que a alma chore / ele afasta a tristeza, é tempo de rir...”

Os palhaços constituem uma espécie de comunidade ameaçada de extinção, conscientes dos tempos atuais da sociedade.  Curioso e triste é perceber que cada vez menos os palhaços se apresentam em palcos que não são revividos para eles. Acredito que devemos refletir sobre suas histórias e seus significados.

A tendência do mundo moderno (de teclados e senhas) leva à arte comparativa com diversas épocas e culturas, como a crença no poder mágico do palco e a arte como representação da realidade: e as crianças entendem de mágicas, mais que qualquer adulto.

Num mundo cada vez mais complexo, como acreditar e compreender a realidade sem o Palhaço? Como entender os desafios do mundo contemporâneo sem desenvolver fantasias e participar da alegria que nos traz o palhaço?

Vivenciando as brincadeiras tem-se o retrato fiel da realidade atual. E o palhaço é a diversidade de lazer ao longo do tempo (e para sempre), porque no grito do palhaço, lembro-me de bons momentos ... Risos.

 

“Hoje tem goiabada! Tem sim senhor!   Hoje tem marmelada! Tem sim senhor!

E o palhaço o que é? É ladrão de muié!!!!”