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COMPAIXÃO”

por Tânia Du Bois

 

         

          COMPAIXÃO é o livro de Sueli Gehlen Frosi, com o poder de saciar os sonhos, por que a autora exprime os seus sentimentos e desnuda a sua alma. Ela encontra tempo para contemplar e perceber o que acontece à sua volta na manutenção da vida, relatando as metamorfoses como liberdade, “... para que consigamos refletir sobre algo tão sério, vale a pena lembrar a pergunta de Moacyr Scliar que, de tão boa, merece ser repetida: “Afinal, o ser humano pode ou não melhorar”?”.

          Posso dizer que é uma obra “viva”. Bem viva, que me faz pensar e me permite oscilar entre o tom da palavra e a contemplação do fato, ao transformar atos em emoções e imagens que espelham a sensibilidade que revela as suas verdades. O fato de Domingos, seu amado, estar presente em seus textos, provoca e motiva relacionamentos além dos sentidos, por que é preciso romancear a vida, no que acredito cada vez mais.

          Seguramente, refiro-me ao capítulo Descobertas em que, de certa forma, a Autora olha para dentro de si e faz questão de lembrar como deveria viver, “... fui forte até agora, continuarei sendo, continuarei contando com quem vale a pena, com quem me ama de verdade. Ser rico, interiormente, não é para todos, por isso quase me convenço que a pobreza de espírito parece beirar ao inato, como algo congênito, uma anomalia sem remédio”.

          Curiosamente, podem-se notar os traços das palavras em cores ao embalar as imagens refletidas na sua vida, como culto da história, com o efeito inesperado que cumpre a sua função maior de expressar os seus valores. O que Sueli explica através das suas próprias virtudes literárias, quando se contrapõe à linguagem carregada de valores socioculturais.

          Com essa visão, a obra dá contorno a sua identidade no reproduzir os seus sentidos em relação ao que é visto e vivido diariamente; também, mostra o quanto os sentimentos se comunicam pelo mundo, “Não é vazio o que sinto, nem saudade. / Percebo o inexorável da vida, / aquilo que não posso deter, por mais que queira...”. Compaixão é o caminho para descobrir outras realidades que dão significado à revisão da vida.