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A VIDA  (DES)AFORADA

por Tânia Du Bois

 

            A vida é o nosso maior patrimônio; nela temos a preocupação para com os bons momentos que podem nos levar ao o que queremos ser.

            Na cena, a única mesa barulhenta é onde a moça se destaca pela risada larga e penetrante. Gargalhada que, de repente, se altera em grito, no olhar desconfiado e no silêncio, ao ver o seu retrato na capa do livro. Sorrindo concede o autógrafo.

            Flagro-me na possibilidade de ver o prazer, junto com a verdade desejada em que tudo aumenta na sensação de trovejar com liberdade por andar onde não é proibido.

            Na realidade, boa parte da tiragem do livro era apenas lembrança da morte de sua arte. A autora, ao perfilar a evolução vital da pintora, mostrou a cultura da época e o seu talento. Assim, conseguiu ganhar do silêncio, através do lançamento do livro, onde se apresentou ao mundo, contando a história delirante da arte de viver em busca de respostas, como fantasma na literatura. A partir de certo ponto, sua biografia passou a ser a radiografia da história, como em Carlos Pessoa Rosa, “...grito ao mundo a arte do poema / e o retorno é um sussurro da morte.”

            É bom lembrar que a vida é (des)aforada quando se acredita na espécie como evolução, quando folhamos o livro e  admiramos a paisagem em sua trajetória artística. É uma questão de atitude, como a paixão.

            A vida e os desaforos são palavras que soam pelo desejo que se repete ao exprimir o sentido original e o crescimento com qualidade, com postura pelo olhar, com difusão das ideias, não esquecendo que o tempo é nossa alma e sonho, por isso, o dia chega e as artes rompem a imaginação ao sair para o espaço, assimilando o todo em torno de si, até ficarmos completamente envolvidos.   Quando isso acontece, adotamos uma maneira de viver e pensar dentro da literatura como um bem maior, ocupando o lugar atribuído à liberdade.

            A vida (des)aforada é expectativa, janela que representa os olhos no passar dos espelhos opacos, para vislumbrar os segredos do livro e definir a expressão da tela, “estar num lugar e alcançar a sensação de estar em outro”.