meiotom  poesia & prosa

e-mail: meiotom@uol.com.br

 

   meiotom.blog                                                   TÂNIA DU BOIS

 

ESPECIAL

 André Carneiro

 Eunice Arruda

 Leminski

 J. Cardias

 Jorge Cooper

 Poesia Cubana

 Poema Libai

POESIA

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 POESIA VISUAL

 Almandrade

 Carlos Pessoa Rosa

 Clemente Padín

 F. Aguiar

 G. Debreix

 Hugo Pontes

 José L. Campal

 J.M.Calleja

 Rafael Marin

 Poe-Zine

 Marcos Rosa

 Avelino Araujo

 Thierry Tillier

 FOTOGRAFIA

 Andrea Angelucci

 F. Pillegi

 Euclides Sandoval

 TITE

 GONDIM

ARTES PLÁSTICAS

 Lúcia Rosa

 Felipe Stefani

 Maria Domênica

 Lampros

 DIVERSOS

 Concursos

 Resultados concursos

 Resenhas

 Estatística

Esconder detalhes
---------------------------

HOMEM

por Tânia Du Bois

 

 

            Na vida do homem sempre há bons momentos de lazer e entretenimento, aliados à arte, cultura e história. O homem acredita nessa proposta e tenta ser organismo vivo que abrigue ideias e pensamentos na forma de obras intelectuais.

            Essa classificação, por muitas vezes, torna-se contraditória no mundo moderno, porque esse mundo marginaliza a poesia como reflexão. Ao refletirmos, nos deparamos com o homem transcendendo a sua limitação, num tempo em que a objetividade é meta calcada sobre a sua relação com a modernidade. Nas palavras de Orides Fontela “... tecem-se tempos / para um só ato / infindo”.

            A arte calcada na vida resgata o homem como agente do seu contexto vivencial. Eis o momento para conhecer e se reconhecer nas manifestações artísticas, como disse Oswald de Andrade, “A poesia existe nos fatos... fatos estéticos”.

            Letícia Raimundi Ferreira lembra que “Na poesia, pois, a ênfase na presença da linguagem se faz através das figuras e estas, em função estética, marcam a presença irreal das coisas”.

            A arte e o bom gosto são para todos os sentidos. Como se lê na poesia, a vida do homem é constante renovar-se, inserindo-se historicamente na existência.

            O poema é algo que traduz beleza estética e única sobre o momento. “O homem nasce e se constitui como indivíduo dimensionado pelo ambiente que lhe é peculiar,” segundo Telenia Hill. As palavras enriquecem a significação, como demonstra Joaquim Cardozo no poema, “Homens de todas as jornadas; Chegaram e a chegar prosseguem: / Agora juntos se agasalham / Na mesma pele de silêncio, / contemplando as portas abertas. //.. / Cruzam o limiar trazendo / Poeiras de azul e de horizonte / Nos pés culpados de caminhos. / ...  Homens de todos os passados, / Surdo silêncio de si mesmo, / Vazios sons da pedra escutam: / Quieto rumor, choro da infância, / Riso de puras esperanças,...”

            O poema como obra de arte é síntese composta do pensar sobre a vida; ao ler uma obra literária é necessário refletir e discutir sobre as impressões deixadas pelo novo, porque o homem, em largo espaço da sua existência, está sempre em busca do derradeiro sentido da vida. Por isso, vaga na solidão das suas verdades, preso aos sentidos de suas ações, que o atingem até o indecifrável mistério da morte.

----------------------------------