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A VOZ do PENSAMENTO

por Tânia Du Bois

 

          O que quero para a minha vida? Penso o que preciso mudar na minha vida.

          Um truque para driblar o pensamento é dar-lhe ares surpreendentes, como abrir mão de alguma coisa para ter uma vida com raízes; sentir o cheiro de café; ver o dia ao contrário; escolher as cores; folhear páginas e agrupar dados, considerando autor, estilo e gênero do livro. Quando me encontro, coisas incríveis acontecem: o segredo do pensamento é revelado.

Nas palavras de Carmen Presotto, “Se sou o que, / onde está o que sinto?//... silêncio! //Ajude esta mão a caminhar pela vida.”, e Gilberto Cunha pergunta, “Que é vida? ...A característica chave de uma rede viva é que ela produz continuamente a si mesma...E o processo da vida é, em essência, a cognição (o processo de conhecer)...Em que se exige uma concepção diferente e inovadora de mente...”

          Penso todos os dias em realizar meus planos. Sinto, pondero e compreendo a falta de tempo. Tenho a intenção e a ação. Coragem e tenacidade para o papel a desenvolver na vida. Audácia e temor para me dedicar às fantasias e aos fatos, com criatividade e com a finalidade de aproveitar a natureza. Com otimismo, me renovo, mas nem sempre a vida prospera como planejado, como na dúvida de Octávio Paz, “...-a vida, quando foi nossa de fato?, / de fato, quando somos o que somos?”.

          Penso ter o carinho necessário para reescrever o mundo e ser ilimitado espírito para enfrentar, me aproximar e redescobrir o caminho para reencontrar o sonho, mesmo depois da partida.

           Penso que a partir desse momento a tristeza invade a mente e, mesmo assim, preciso da lembrança, porque estou com medo. E só o tempo ensina a contornar o pensamento e a vontade de gritar: quero ser feliz! Raymundo Neto, ressalta que “Mas, tem que cair no fundo do poço primeiro para saber o que é felicidade.”

          De tanto ouvir os pensamentos, percebo que a felicidade vem com o vento e atinge as linhas de raciocínio, onde encontro a multiplicação do ser com gosto de conquista.

          Penso na repetição do nada, no mistério que, nem dormindo, faz o pensamento descansar e, muitas vezes, se perde no tempo sem peso nem medida, como se viesse do fundo do coração e se partisse em palavras, como em Clauder Arcanjo, “Nada do que foi virá / Nada do que já veio renascerá. / Tudo se renova naquilo / que nos encanta e espanta”.

          Penso que minha vida rola solta e aprende segredos como em jogo de sedução, entre o olhar e o sorriso, que transformam os pensamentos, tal como no livro A incerteza da Vida, de Pedro Du Bois, “... a vida segue sua intermitência / onde vencedores e perdedores / se igualam.”