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“INFINITO ENQUANTO DURE”

por Tânia Du Bois

                                                                          para Pedro 

  

          Viver ou sonhar?  Com essa dúvida, passo a vida sonhando.

      Viver e sonhar. Com essa decisão, começo a viver meus sonhos.Namorar é um sonho, uma decisão e uma felicidade. Felicidade é transformar o sonho em realidade. Para amar não é necessário pensar igual, nem preencher o sonho do outro. A relação amorosa leva à imperfeição, por isso, aceito e respeito a maneira diferente de pensar, ou o modo de ser do meu namorado. Existe uma fórmula para o namoro dar certo: querer. A única certeza que tenho é que tudo deve ser planejado com muito amor.

          Para mim, namorar é estar junto. É a soma do prazer do compromisso com o ficar junto. É estar muito bem acompanhada; estar de mãos dadas, sentar-se ao lado, beijar, dançar, ouvir músicas e respirar fundo. É viver no dia seguinte a alegria da vida, suspirando o quanto estou apaixonada. Namorar é uma delícia, todo mundo concorda. Fazer tudo junto cria cumplicidade, troca de carinhos, e por aí vai um mundo de coisas boas.

          Eu namoro, mas a vida continua, num dia chove e no outro faz sol. Sempre estou ciente de que nem todos os momentos – felizes ou tristes – dizem respeito aos dois que ficamos grudados e sujeitos às emoções. É preciso entender a tristeza e a alegria do outro, saber compartilhar e dar espaço para cada um viver as suas particularidades. Também levo em conta o que ele está sentindo e esperando, não esquecendo que o combinado é o acertado, que o prometido deve ser cumprido.           O nosso relacionamento tem por base a confiança e o respeito, a conversa com sinceridade, a consideração pelo outro, sempre levando em conta a situação que estamos vivendo.

          Não só acredito como acho muito legal namorar, me faz sentir querida, desejada, linda por dentro e por fora, de bem com a vida. Digo isso, porque namoro a mesma pessoa há 40 anos e, para mim, todo o dia é dia, e toda hora é hora para ser feliz.

           Como escreveu Vinícius de Morais, “... que seja infinito enquanto dure”, no Soneto da Fidelidade: ”De tudo, ao meu amor serei atento/ Antes, e com tal zelo, e sempre e tanto/Que mesmo em face do maior encanto/Dele se encante mais meu pensamento...//Eu possa me dizer do amor (que tive):/Que não seja imortal posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure.”