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RETRATOS da VIDA

por Tânia Du Bois

 

 

          Clauder Arcanjo, em suas convivências, encontra a divergência e a diversidade para retratar a vida, no livro Uma Garça no Asfalto. Nas suas palavras,... cronista... deixa-se de viver, passando a ser antena receptora dos causos da vida... Por  uma questão de amor à vida, vamos de catador dos fatos do cotidiano”.

         

          Na obra, a rotina torna sua mente aberta e criativa. Vê tudo ao seu redor e retorna em prosa as suas sensações, passando a impressão de conexão consigo mesmo e com os fatos. Também, enfatiza a importância do seu olhar observador sobre os retratos do viver, ao apontar as diferenças como novos desafios.

 

“... De repente preso na gaiola do hospital, ouviu o

canto da juriti. Que coisa linda!...”

 

          Uma Garça no Asfalto está escrito em linguagem bem humorada. O autor brinca com as situações ao se deparar com os retratos dos personagens em seus dia a dia, demonstrando em ótimas ideias o que é vivido por eles.

 

“... É isso! Se não posso correr. Se não posso mais desembestar pelo mundo afora. vou fazer cantos! Versos em Cordel! Versos que vão correr o mundo...”

 

          Clauder traz à tona suas histórias, não como sombras, mas, como lembranças que dão sentido ao viver; como encontramos, por exemplo, n’A Beleza venceu a Física – revelado por ele em perspectiva de humor e n’As Plantadoras de Jornais – em que descreve a importância (e o  inusitado) da divulgação da leitura, permitindo pronunciar o meu encanto pela atitude. Segundo o autor, “... Ler é preciso... Engrandece-nos e faz-nos mais... Quando leio, esqueço o tempo, transponho-me para outro mundo. Coisas da paixão”.

         

          Arcanjo, magicamente, surpreende com a prosa, como o tempo que não volta, deixando na minha mente o revelar da emoção na existência, onde tudo é permitido: o amor, o gesto em seu significado e a sustentabilidade de cada personagem.

 

“... Pretendia gravar neste branco papel, o azul arco-íris que

habitou minha face, até então cabisbaixa, quando te vi...”

 

          Suas palavras me sustentam no desejar o passar do tempo em imagens reflexivas – o passado no presente – como retratos da vida, o que me leva ao mistério e ao encantamento das histórias.

 

 

 

“... Dirigia-me para o trabalho,... quando um vulto de uma brancura

 ímpar circunvoou sobre meu carro... Parei e refleti

“Uma garça perdida neste mundo de asfalto!...”

 

          Clauder Arcanjo demarca limites nas possibilidades humanas ao retratar suas fronteiras com o cotidiano. Uma Garça no Asfalto traz a vontade de saber “quem é quem e, assim, descobrir os caminhos na imagem da realização, onde as histórias me permitem refletir sobre “quem somos”