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DECISÃO

Por Tânia Du Bois

 

 

             É hora de descomplicar. É hora de conhecer o caminho para as soluções. Informações na hora certa geram confiança e me levam a tomar a decisão. É hora de reconhecer as características da decisão no rumo para percorrer o caminho e escolher as cores. Para Lima Coelho, “... É como se estivéssemos plantado na vida / A semente da alegria e do prazer / E regando com o suor da luta, vencer”.

            É hora de buscar novos horizontes para mudar a realidade e transformá-la em qualidade de vida; agir para decidir, sem perder o prumo e o rumo, que são passos marcantes no ritmo da vida, por que, quando sei as respostas, a vida vem e muda as perguntas, como retratam os contos de Carlos Higgie, Hoje Não, e Carlos Trigueiro, n’O Jornalista.

             É hora de tomar a decisão para não depender da sorte e, sim, definir cada etapa vivida que se apresenta no cotidiano, com o olhar que intercala a imagem registrada e escolhida nas diferentes situações, como em Lima Coelho, “Inspirei-me como um poeta / Imaginei mil coisas belas / busquei no íntimo aquarelas / Criei cenários, atingi a meta...”.

            É hora de misturar as referências com as experiências vividas, para demonstrar a busca nas situações que dão voltas e mais voltas para a decisão; Pedro Du Bois ressalta, “desdigo a certeza / apago as pistas / enredo o espírito / em novas conquistas / com que me jacto / da certeza em levar a vida...”.

            É hora de ter voz, para ser acreditada e ter coragem para apresentar o meu ponto de vista em relação às preferências e à opção desejada. Aqui, relembro Chico Buarque na música Cálice, de 1978, em que ele esbanja independência e se destaca pelo conhecimento, surpreendendo-me em cada decisão na escolha das palavras e expressões.

            É hora de perceber que não existe sensação melhor do que participar do momento da decisão.   Imagino como seria o mundo se as pessoas descobrissem qual o rumo seguir, a quem amar e quais os seus talentos. Com certeza a vida passaria por boas mudanças e sentiríamos orgulho das conquistas. Como Carlos Pessoa Rosa revela no conto Não curto muito as mudanças, como, também, encontro em Carlos A. Lima Coelho em seus livros: Um Novo Amanhecer e Novos Rumos.

            É hora de decidir na medida e no tempo certo, porque quando desejo demais ou de menos essa atitude me é cobrada; a vida moderna exige que se opte cada vez mais rápido em alternativas para ganhar tempo, mas, tenho que dar preferência à opção de ser feliz. Guilhermino César escreveu, “Inventar uma linguagem / em que as palavras sejam / nada mais do que sorrisos...”.

            É hora de reconhecer que decidir é atitude corajosa que, ainda, assombra gerações: mudar de opinião, ser referência e enfrentar o desafio, para muitos, não é fácil, porque há de se decidir por qual lado seguir e isso mexe com a capacidade de dar um passo de cada vez para sair do chão e, com coragem, seguir em frente. Mário Chamie expressa, “... e o peso da palavra, / que, mal falada, / não dizia / o que dizendo, calava”.

             Decidida, posso mostrar diferentes estilos, referências e flexibilidade, de acordo com o tempo e o assunto. É fascinante porque desvendo a diversidade e me reconheço nas diferenças e semelhanças, que a vida toma o sentido do idealizador e o transforma em projeto.  Esses ideais espalhados pela vida em diversas temáticas gera uma infinitude de riquezas de detalhes, por tratar da minha escolha e decisão para sensibilizar as pessoas. Tal atitude me leva a alcançar expressivos resultados, fazendo com que perceba haver tomado a decisão certa.  Como expressa Álvaro Pacheco, “É tempo de caminhar / a extensa sementeira / tirar flores das raízes / cravar-se em sim, sou feliz // É tempo, pois, de amar / as raízes e as nuvens / e deixar no canto puro / o claro rastro do homem”.