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NO RITMO, EM TEMPO

por Tânia Du Bois

 

 

 “Há algo maior / que escrever / poesias // dançar” (Pedro Du Bois)

 

 

               Desde tempos remotos, homens e mulheres são fascinados pela dança em salões iluminados. Usamos os sentimentos e respeitamos o nosso ritmo, que rodopia a alma e harmoniza a mente. Segundo Maria Helena Latini, roda constante / Redemoinho? Rodopio / Gente gestos rostos /... Fotos cores lembranças / caderno ternura canções /... Danças promessas encontros / Desencontros mágoas / ritmo riso rascunhos...”

               Dançar é descobrir o próprio ritmo e ter a sensação que se confunde com provocação e diversão, na sequencia de ações que se completam e, ao mesmo tempo, inspiram, no dia a dia, ritmos com passos traçados em riscos, do envolvimento passado a se fazer presente. Como retrata Guillermo G. Infante, no livro Delitos por Dançar chá-chá-chá, contos que refletem o sentimento da lembrança, do amor e da nostalgia, com ritmos harmônicos. Para Pedro Du Bois, “O espaço reservado aos passos revolve o tempo e me confunde em movimentos; sou quem ouve a música no silêncio concentrado entre ouvir e ter a leveza do corpo ao me saber presente. Danço”.

               Qual o sentido real no experimentar a inquietação da dança como encontro e o desencontro, da entrega e recusa, e qual a satisfação que traz ao ser executada?

               Cultivamos a prática da dança e a interiorizamos com a finalidade de vislumbrar sentido maior para a vida: seduzir a imaginação musicando ritmos para definir o que queremos em relação ao outro, porque criamos a necessidade de buscar a dança como divertimento. Encontro em Armindo Trevisan os contos do livro A Dança do Fogo, retratando movimentos eróticos.

               De outro lado, a música tem vida e, quando dançamos, estabelecemos relação entre ela e nós, como prazer e lazer, ao sinalizar o desejo de conviver com outras pessoas. Como em Igor Fagundes, onde “O poeta dança com as palavras / inventa passos / coreografias / ritmos // até // o primeiro tombo”.

               Assim como letra, música e poesia combinam, surge de forma perfeita, o que nos faz acreditar que a força do poema é onda universal na música. A música ao se valer da poesia (tornam-se parceiras) nos atrai para o movimento dos corpos na dança. Ao sentirmos o corpo flutuar; pés e mãos a girar se tornam a expressão do encontro, onde a solidão se desfaz, como nos livros: A Recriação da Mágica ,de Pedro Du Bois e o Livro da Dança, de Gonçalo Tavares. Sempre, o corpo em movimento é a tradução do ritmo na música.