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Tantas PERGUNTAS para meia RESPOSTA

 

por Tânia Du Bois

 

Encontro perguntas que no meu coração refletem a nossa trajetória:

O que nos faz feliz?

Ó beleza, onde está a nossa verdade?

Somos o reflexo da nossa infância?

Que criança resiste a um belo livro?

Quantas sombras tem o homem?

Por que o silêncio não silencia?

Quantos editores escutam a voz do leitor?

Todos os homens tem alma feminina?

Encontramos arte nos retratos pintados?

Sabemos os limites da vida na face oculta?

Em que palavras materializamos a espera?

O mundo é desenhado só para os homens?

Por que os homens não escutam as mulheres?

Que significados existem além do bem e do mal?

Por que passamos a vida sem ser notados?

Temos tempo para amar a quem nos ama?

Como podemos esquecer se não deixamos de lembrar?

Desejamos segredo maior que o contido nas expressões poéticas?

Quem nunca sentiu a saudade cortar o peito como aço de navalha?

Onde e quando os poemas começam a fazer parte da nossa vida?

O tempo é fronteira entre o que lemos e o que poderemos ler?

O que se revela ao decidirmos caminhar para sentir o vento?

Precisamos desejar ou sonhar ao dar tempo ao tempo e hora ao instante?

Acostumamo-nos a passar poucas horas por noite sobre os travesseiros?

O amor, as lembranças, os vícios e os amigos tem prazo de validade?

Que país é este que chora quando a seleção de futebol é desclassificada e a perda dos intelectuais é chorada apenas pelos amantes da cultura?

Provocar a felicidade é o que precisamos para não atrapalhar o dia a dia?

Nossas palavras são ponto de partida para o texto, como a liberdade é pretexto para viver?

A vida sem carinho nos faz pessoas vazias como páginas em branco?

A natureza posa para nós, fala conosco e ainda captura nossos sentimentos?

Mudanças inflexionam a história ao indagar se somos ricos ou endinheirados?

            No mundo de relações virtuais vivemos na impessoalidade, pois, a atitude é que faz a diferença. Nosso poder reside nos pequenos gestos do cotidiano, como resposta ao confronto com a vida, que pode transformar os fatos a qualquer instante. Segundo Getúlio Zauza, “Me pergunto: será a vida sonho acordado? / E se a humanidade em verdade viver sonhando? Haverá tempo suficiente para despertar?...”. A resposta é algo que desperta interesses, tal a liberdade e a paz; tudo começa quando respondemos as perguntas ou, pelo menos, nos perguntamos sobre as dúvidas. Para Pedro Du Bois, “Na resposta observo / a pergunta pronunciada / ágil lâmina / trespassada / ao passado / não pode a resposta resolver / comandos negados na pergunta”.