meiotom  poesia & prosa

e-mail: meiotom@uol.com.br

 

   meiotom.blog                                                   TÂNIA DU BOIS

 

ESPECIAL

 André Carneiro

 Eunice Arruda

 Leminski

 J. Cardias

 Jorge Cooper

 Poesia Cubana

 Poema Libai

POESIA

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 POESIA VISUAL

 Almandrade

 Carlos Pessoa Rosa

 Clemente Padín

 F. Aguiar

 G. Debreix

 Hugo Pontes

 José L. Campal

 J.M.Calleja

 Rafael Marin

 Poe-Zine

 Marcos Rosa

 Avelino Araujo

 Thierry Tillier

 FOTOGRAFIA

 Andrea Angelucci

 F. Pillegi

 Euclides Sandoval

 TITE

 GONDIM

ARTES PLÁSTICAS

 Lúcia Rosa

 Felipe Stefani

 Maria Domênica

 Lampros

 DIVERSOS

 Concursos

 Resultados concursos

 Resenhas

 Estatística

nfoto: https://www.significadodossonhos.inf.br/sonhar-com-vento-forte/

ARROGÂNCIA ou IGNORÂNCIA

por Tânia Du Bois

 

 

           Qualquer relacionamento se torna espontâneo quando cuidamos dele com carinho e honestidade diariamente; o que posso comparar com a manutenção de uma planta. Assim, as pessoas se envolvem e ficam à vontade para falar, porque não são simplesmente julgadas pelas palavras. Na soma descobrimos que podemos aproveitar para falar de qualquer assunto que acaricie os nossos sentidos e consciência, para termos ideias em grande estilo. Nas palavras de Mário Chamie, “... sabia apenas das palavras ocas / que entulhavam em sua estufa / o mofo da nossa ausência”.

        É necessário diferenciar de que o “falar por falar” se iguala à arrogância no “chutar” sobre assuntos desconhecidos. Não digo que é para sempre ter razão. Não! Ao contrário, o respeito mútuo nasce quando um confia no outro e, assim, há liberdade para compartilharem conhecimentos, sem arrogância. Para Luiz Coronel, “... os lábios tornam-se lâminas / e sangram as mais cotidianas / palavras”. Também, encontro Jaguar com seu livro de cartuns, Ninguém é Perfeito. A ideia é garantir um relacionamento que faça diferença com ações que fortaleçam o dia a dia.

        Com arrogância e ignorância não inovamos o jogo da vida e nem equilibramos as proporções do conhecimento. Manoel de Barros demonstra, com o Livro das Ignorãnças: “sou puxado por ventos e palavras”.

        O importante é inovarmos o padrão cultural, com o que nos permitiremos  misturar as diferenças culturais, que isoladamente ninguém é ninguém, mas, juntos somos o todo. Para Mario Quintana, “A ignorância rasa e simples é coisa honesta e conserva desanuviado o entendimento...”, e Helena Rotta Camargo completa: “A arrogância se compara a um fole, e o arrogante, a um balão de gás”.

       Somos responsáveis pelas palavras e opiniões, delas depende a renovação do tempo em nosso futuro. Não é só questão de relação e sim de armazenar conhecimento para garantir a relação honesta, de vida longa. Na visão de Orson Welles, “Muchas personas están demasiado educadas para hablar com la boca ilena, pero nos lês preocupa hacer com la cabeza hueca”.