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PRÓ(S) e CONTRA(S)

por Tânia Du Bois

 

            Palavras são tecidas com eloquência, fosse o único canto a provocar transformações nas coisas e em seus deslizes e, ainda, na modificação do homem visto na banalidade que o rodeia; como em Joaquim Cardozo, “... Não sei se és tu, se eras outra, / Não sei se és esta ou aquela, / A que não quis nem me querer...”.

           

   Pró: a ascensão feminina faz o homem participar das lides caseiras.

   Contra: a sociedade atual é conduzida pelo consumo.

           

   Pró: o horizonte está mais unissex.

  Contra: a aparência para sobreviver no trabalho: cabelos brancos,    não!

           

    Pró: convidar alguém para ir ao cinema.

    Contra: temer a conquista da independência.

           

    Pró: lavar a louça depois da festa.

    Contra: quebrar as taças de estimação.

           

     Pró: buscar afetividade e lealdade no relacionamento.

     Contra: repetir o discurso retrô: “homem é assim mesmo!”.

 

     Pró: saborear sonhos recheados de creme.

     Contra: assistir TV, na sexta feira a noite, como opção.

           

     Pró: desafiar para amar e ser amada.

     Contra: não dançar.

 

     Pró: Pai, um palpitar nos gestos.

     Contra: meias brancas com sapatos marrons.

 

     Pró: arriscar para viver e, por vezes, sobreviver.

     Contra: sobreviver em doces incertezas.

           

     Pró: características surgem com o tempo de convivência.

     Contra: não pensar que “quando casar sara”; nada muda, refina.

 

     Pró: alçar voos maiores que os de hoje.

     Contra: deixar no piloto automático.

           

     Pró: descobrir vontades e cores.

     Contra: prestar atenção na vida alheia.

 

     Pró: correr nas planícies.

     Contra: o tempo passa rápido.

           

     Nas palavras de Joaquim Cardozo:  

     pró: “Para onde vão as pessoas?” /

     contra: ”Ora bolas! Vão... para o cemitério!”.