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NOVAS ESCOLHAS

por Tânia Du Bois

 

                             

 

          É tempo de mostrar excelência e deixar nascer a liberdade para agir e fazer novas escolhas, o que pode me levar a nova etapa na vida ao deixar de lado o medo e o preconceito.

          Li que “a ação vivifica, mas limita”. Isto é, tenho condição de sentir o que faço no desafiar o medo existente entre os perdedores. A esperança adia o fracasso, que considero a contingência do nada.  Acredito na vida e tento não crer no medo e nem duvidar das minhas certezas. Lúcio Costa escreveu que mesmo “Quando tudo muda para ti, a natureza é a mesma e o mesmo sol se levanta sobre teus dias”.

         Não posso deixar de fazer o que gosto, mas, tenho consciência da ação e reação: se está tudo bem, ninguém critica e julga. Se a coisa vai mal, tudo muda. Por isso, preciso continuar a fazer o melhor para levar adiante a minha nova escolha. Mesmo que os conservadores, ditos donos da razão, não tenham coragem para assumir suas posturas no reconhecer e perceber a responsabilidade e a repercussão da minha nova escolha. Nas palavras de Pedro Bandeira, “Lá na rua que passava / tinha uma livraria / bem do lado da farmácia. / Todo mundo ia a farmácia / comprar frascos de saúde. / E depois ia ao lado / para comprar a liberdade”.

          O mundo está voltado para eu fazer o caminho no reencontrar o melhor e, assim, enfrentar a hipocrisia e levar em conta a realidade como época de mudanças sociais. Com sensibilidade, vejo a dimensão da ação refletida em cada opção que dá continuidade à liberdade. Como em Carmen Presotto, “novos rumos / instante / rotas / recordações // Um único beijo / é o que busco da / firme Terra”.

          Busco na liberdade de escolha entender e dialogar com a vida. Também para me arriscar e não ter medo do contato com o mundo, ao trabalhar para conscientizar as pessoas de que podem escolher como viver e modificar cada projeto escolhido. Dessa ação resulta detectar e avaliar cada opção, marcada pelos efeitos da ação percebida através da conquista.

          Saber combinar o sucesso sem medo das barreiras invisíveis, no desafio de falar sobre o novo assunto, é me colocar em pauta para discutir abertamente o que de melhor posso fazer no momento da escolha. W.J.Solha reflete, “... pode-se dizer que a tropa de flores, / de anônimas Olga, camélia e margarida, Hortência, rosa, magnólia, violeta e / dália, / exige um só jardineiro...”

          Ouso escolher e realizar no optar por não sentir falta do outro lado. Quero viver num mundo em que os filhos possam exercer suas opiniões: sim e não, pois, é importante questionar antes de julgar e definir e, ao se denunciarem, poderei perguntar: se agirem assim e assado, como serão considerados?

          Acredito que tal tipo de reflexão e comportamento faça a diferença e, ainda, leve a assumir as novas escolhas para chegar à realização. Em igual proporção há um tempo flexível para que eu reconheça o que os desafios podem me desvelar o que de melhor existe para avançar na vida: novas escolhas, como a que aqui transcrevo, “Não quero saber como as coisas se comportam. / Quero inventar comportamento para as coisas”.