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foto: carlos pessoa rosa - casa das rosas

INTERPRETAÇÕES

por Tânia Du Bois

 

         

        Será que as esperanças se cruzam anonimadamente na hora da interpretação? Há sentido na hora do recomeço? Interpretar seria o andamento desacelerado em declarações e restrições contidas nos sentidos? Nas palavras de Umberto Eco, “A leitura de obras literárias nos obriga a um exercício de fidelidade e de respeito na liberdade da interpretação”.

          Na repetição das noites ouço passos e sons, ainda não marcados pela mão da cigana que talvez interprete a vida em sustos diários; ou contem as horas com diferente olhar sobre a cena.

     Na interpretação é permitida a imersão dos fatos e a dispersão das sequências das vidas expostas e colocadas de outras formas e cores, fossem dois pesos e duas medidas: a vida e a interpretação de cada um.

       A interpretação em movimento recupera o olhar perdido, a imaginação e o talento de cada um, como em Pedro Du Bois, “... Revejo as fotos que compõem o livro, / procuro a ideia principal naquele texto enxuto, / retiro o lacre / abro páginas ainda úmidas, / entrevejo, na história, as desditas do mundo...”

      Ao elevar o pensamento interpreto os atos e os fatos com meu olhar crítico, consideradas as situações pessoais e profissionais; assim, interpreto as mudanças, descubro palavras novas, sinto a poesia e conto histórias; torno-me ponte entre o meu viver e as ideias.

      Momento de saber que tipo de interpretação faz diferença neste mundo que ele revela mais competitivo do que humanista.  Ao refinar a escolha de acordo com a razão, descubro o caminho da sobrevivência cotidiana. Penso que o que faz sentido é a reflexão que pode romper com o padrão de comportamento ao se transformar em novo paradigma para a interpretação, de modo que me engrandeça. Segundo Agostinho Both, “Ninguém pode fugir à exigência de buscar o agrado. E quem não busca a vantagem de exibir-se?”

        Palavra certa no momento certo, no mundo competitivo, traz soluções e atitudes que me capacitam a projetar a vida; Mia Couto reflete, “Quem proíbe o mel é a própria abelha”.