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AMAR MUDA A ROTINA?     

por Tânia Du Bois

 

         

 

          Amar é sentir a diferença no dia a dia ao observar os sinais além da paixão: os sentidos. Com eles, supera-se e dividem-se experiências, sempre com energia de “iniciante”; como quem aprende diante do grande amor. Orgulhar-se do amor que traz dentro de si é buscar a independência para mudar a rotina com emoção em cada momento da vida a dois. Segundo Sueli Gehlen Frosi, “Quando amo / transbordo / Em doçura, desvelo o carinho./ Temo entretanto, / Que o amor que tenho / Seja breve, de tanto empenho //...cuido feito tesouro, / Dou-lhe asas, e a certeza / De que ficando, será amor / Sem amarras, duradouro”.

          Aprende-se com o tempo que o melhor do amor é viver a alegria possível e projetar o caminho do impossível, como retrata Leila Míccolis, ”Às vezes,/a gente vive o impossível:/como acalentar/esta vontade incrível de amar, /a revelia / desse tempo mais difícil a cada dia”.

          O amor se alimenta da vida em convivência e não se imagina um sentido sem associá-la ao único amor, como revelação mais forte. Pois, com ele há o desafio de abrir o coração; falar olhando nos olhos em todos os níveis e sentidos. Tudo isso passa pelo respeito às diferenças, em que cada um tem sua individualidade e gosta de preservá-la.

        Sigo conversando e entendendo que amar muda a rotina quando se revela na felicidade, até porque se vive a consciência de que só precisa se situar no tempo, para que o entendimento faça parte dos ganhos. Como expressa Agostinho Both, “Por que te amo, gentil senhorinha, / Quem há de pensar com tamanho dom, / Quase divino por ser tanto e tão completo? // Em cada dia que se passa, vida minha, / ao me perguntarem quem eu sou, / Direi: já não sei se sou eu, ou sou você”.

          Amar e se sentir amada é explicar a magia de como se vive, ao fazer e receber declarações de amor que alteram a rotina. Além disso, o sorriso e o carinho em todos os momentos permanecem como a melhor lembrança. O sentimento de amor é revelado na composição de Isolda, Outra Vez; e, Jurema C. do Valle resalta, “Deixa que teu coração / grande e generoso/ Me dê abrigo / Não por uns instantes / Mas por toda a vida”.

         Amar é sentimento que muda a rotina de maneira misteriosa. Por vezes, poetiza a vida ao pontuar a diversidade; esse sentimento torna o dia a dia mais “afetuoso” no estilo “portas abertas” para produzir ritmos e fugir da mesmice. Nas palavras de Marilise B. Lech, “Amor é o que se quer, / É o que nos faz existir./ É a vida com sentido / É o nosso elixir”.