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TALVEZ... II

por Tânia Du Bois

 

 

          Talvez ser o centro das atenções exija coragem. Talvez os opostos se atraiam e se completem. Talvez haja sintonia prefeita entre a razão e a emoção. Talvez as palavras transformem a folha em branco. Talvez renove votos com a vida. Talvez reencontre como em Pedro Du Bois que, “Talvez a felicidade / não possa ser descrita / escrita dita / cantada em verso e prosa”.

          Apesar das promessas tentadoras, preciso ponderar antes de aceitar o talvez... Para começar é mais seguro identificar e acreditar que é melhor o talvez... como encadeamento do cotidiano. Outro ponto é que o talvez comprove a dúvida alardeada como solução mágica e ilusória, como retrata Júlio Perez, “... Talvez... // Quem saberá dizer / onde iremos... / após tantos anos / de perseguição? // A vida é isso: / um pouco certeza / um pouco ilusão...”, e Helena Rotta de Camargo, “... quem me fará a gentileza / de conduzir-me de volta / à operosidade dos ninhos, / onde as ilusões eclodiam?”

          De qualquer modo, sei que o talvez não faz milagre, nem atinge o objetivo. Não equilibra a rotina. Mas, preciso avaliar para saber se a promessa é a opção que realmente desejo. O melhor a fazer é me desafiar para conquistar o mundo de benefícios obtidos à base dos meus estímulos e da minha competência. Pedro Du Bois demonstra que “O dia seguinte / traz embutido lembranças / do que poderíamos ter feito / e não fizemos. //... O dia seguinte é o crítico / da nossa covardia: / consciência maldita / do que jogamos fora”.

          O que me diferencia são a posição e a postura diante da promessa não realizada e do talvez... Com o tempo, ao explorar essa realidade, menos dúvida tenho para seguir no meu estilo; maior a possibilidade de saber onde pretendo chegar. Pois, tenho o direito de ser eu mesma. Nada de talvez.. Sim, de me decidir com a responsabilidade de fazer a diferença e alcançar o objetivo; para isto, preciso da inspiração para talvez ser lembrada com o melhor de mim, mesmo que a mesma forma seja encontrada na música de Belchior, eternizada por Elis Regina, “Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais..."