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PAISAGEM: aquarela de cores

por Tânia Du Bois

 

“... Palavras em folhagem transparente / Que tomaram

 forma de orvalho em pranto”. (Benedito Cesar Silva)

 

A natureza sabe posar para nós, falar com cada um e ainda capturar os sentimentos. Ela revela, aos sensíveis, a poesia. E, a partir da paisagem, podemos repassar e continuar com ela ao nosso lado: horizonte a horizonte.

A arte é manifestação ligada ao espírito humano, onde o homem busca dar aos objetos que cria formas que independem da utilidade, mas, sim, que satisfazem as necessidades de harmonia e beleza.

 

Na arte, segundo Silvia Roger... ”quase todos os grandes artistas plásticos foram seduzidos pela aquarela...”, como o quadro “Paisagem com Casas”, de Anita Malfatti, que transmite relaxamento e ajuda a esvaziar a mente, porque é inspiração que permite a gestação do novo.

Através do contato com a natureza, os artistas cultuam as suas obras, fazendo a diferença em suas representações, transformando e ampliando as suas composições. Eles têm a liberdade e a perspectiva de representar os aspectos da natureza, tal como vistos, mostrando suas deformações.

 

José Zaragoza recriou a paisagem e nos mostra “As Paisagens Negras”, que são as florestas queimadas. Nas telas, uma crítica que alerta e premedita o futuro, onde perderemos o contato com a natureza.

 

O contato com a natureza faz a diferença, torna-se período criativo, de transformação, ampliando a nossa força, onde a natureza, juntamente com nós, se liberta.

 

“O cinza / o chumbo / o verde água / o verde musgo / o azul desaparecido /

o dourado ambiente / o vermelho reticente / das queimadas // atravesso

a rua e compro / a prova da existência // o negro carvão oferece abrigo /

e me instalo: branco” (Pedro Du Bois)

 

A natureza é aquarela que mistura as cores, define a arte, impulsiona os nossos atos e abre portas para a sensibilidade, refletindo a variação emocional que dá à vida conexão entre corpo e alma.

 

É na paisagem que todos os momentos da vida são construídos, porque faz-nos sorrir, chorar, amar e viver o amanhã. Ela merece o nosso aplauso.

 

“... Lá estende-se o alegre e verde prado / De policromas flores matizado /

Onde adejam falenas multicores.” (Geraldo Atto De Azevedo)