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BEM VIVER:        dos

                          poetas

por Tânia Du Bois

 

          Ao me encontrar com a poesia, descobri que os poetas renovam, enriquecem e estimulam as transformações culturais. Escolhem caminhos, com sensibilidade; procuram equilibrar desejo e ação e experimentam cada minuto de suas vidas como se fosse único, com toda a riqueza dos detalhes.

            Com talento natural e potencial criativo, perseguem seus objetivos, chegando à realização de grandes passos; sonhos que nos emocionam. Retratam as mais belas obras, desnudando suas almas e revelando novidades, no rito constante da magia: bem viver o encontro dos poetas.

            Poeta do povo: Francisco Solano Trindade foi o primeiro poeta brasileiro que deu sentido à poesia afro-descendente, fazendo pelo ideal da valorização do negro.

            Poeta da Vila: Noel Rosa, sambista da Vila Isabel, considerado o rei das letras. Retratado como personagem cinematográfico no filme “Noel – poeta da vila”.

            Poeta da Trindade: Saul Lessa, poeta e trovador. Brilhou no mundo da trova, no Rio de Janeiro e no Brasil; também sonetista que fez pela poesia na Ilha de Florianópolis e em Santa Catarina.

            Poeta dos solidários estados da alma: Alcides Buss, chamado assim pela obra “Cadernos da Noite”.

            Poeta nacional: Ferreira Gullar, que abriu caminho para o movimento da cultura popular, refletida em sua obra.

            Poeta da fala coletiva: Francisco Alvim, que criou um estilo pessoal a partir do coletivo: “Lemos sempre um a mais”.

            Poeta do cinema: Humberto Mauro, pioneiro do cinema brasileiro, inspirador do cinema novo em nosso país.

            Poeta do deslumbramento: Armindo Trevisan, que foi em busca da palavra do ser. Sua inventividade verbal é revelada através de uma poesia social.

            Poeta concretista: Augusto de Campos é quem trabalha a criação de poemas objetos e poemas pôsteres, declarando a abolição da palavra.

            Poeta maldito: Roberto Piva revolucionou a linguagem escrita. Veio para transgredir na poesia e na vida.

            Poeta perverso: Celso de Alencar é poeta escandalizador e libertador de almas. Sua obra é violenta e cinematográfica.

            Poetinha: Vinícius de Moraes, “A vida do poeta tem ritmo diferente. Ele conduz errante pelos caminhos, pisando a terra e olhando o céu... Clareando como um raio de sol a paisagem da vida.”

            Nesse encontro a poesia não é apenas forma de pensamento, mas sim, abordagem da vida que pode ser escolhida: bem viver.

 

“Além das letras? Há vida” (Leila Miccolis)