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REDESCOBRINDO CENAS DA VIDA: “Galileu é meu pesadelo”

por Tânia Du Bois

 

            O livro de ensaios “Galileu é meu pesadelo”, de Gilberto Cunha, apresenta o homem diante da vida como um convite à reflexão sobre as diversas situações humanas, conduzido pelos fatos históricos, ao encadear, cuidadosamente, a luz incandescente das palavras. Com essa missão,  ele descreve razões ao lançar olhares ao passado como fonte de inspiração.

“Depois daquele olhar... Nosso conhecimento científico, que nos permite usar informação de forma discriminada, é um conhecimento humano de mundo. Formatamos mentalmente um universo humanizado.”

            No silêncio das páginas, contemplo a dança das ideias, que define o autor pelo fascínio em apresentar a reflexão filosófica sobre assuntos complexos em que, aos gritos, chama o leitor para refletir sobre a realidade: “Quem somos nós? – Difícil é ter clareza de que aquilo que somos, em um dado momento, não pode ser dissociado do nosso entorno (coisas e pessoas)... Somos produto do meio que vivemos ou, melhor ainda, do contexto em que nos inserimos... O mundo que encontramos pela frente... é um lugar que nos engajamos e ajudamos construir. Portanto, queiramos ou não, temos responsabilidade com as nossas realidades.” Em cada ensaio encontro panorama único que desafia os limites da coragem, com o tempo diferente que descortina as cenas da vida transformando a forma de reavaliar o mundo.

            Permaneço atraída pelos ensaios recobertos de camadas cinzentas, onde a palavra representa e apresenta em desabafo um modo de renascer e sair de momentos sombrios, mas, mesmo assim, envolvo-me, alimentada pela luz de Gilberto Cunha, quando da leitura que me conduz à percepção do conjunto de fatores, como “Construtores da Realidade -... Conceituar, abreviar, tornar realidade apreensível ao intelecto é sinal de identidade que une e nos humaniza... O que buscamos com o ato de conceituar é compreender o mundo na sua plenitude (ideal inatingível)... Nossas obras são reflexo de nossas mente e de suas relações com o mundo exterior.”

            O autor revela-se com a marca inovadora do tempo: cria fórmulas de redescobrir as cenas da vida que atendam às necessidades específicas do ser humano, que de questionamentos nasce a diversidade como fonte de conhecimento.

            Os ensaios reunidos em Galileu é meu pesadelo, Gilberto amplia e aprofunda em jogo de luzes: perspectiva histórica versus cenas da vida, fundindo mais uma vez a realidade. O que interessa ao escritor não é emitir juízos definitivos, mas mostrar que podemos participar, cuidar e criar a nossa realidade. A obra retrata o que o homem pode fazer movido pelo conhecimento e, a partir dele, permear a vida.