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DESCOBERTA FANTÁSTICA

por Tânia Du Bois

 

            Um livro é perfeito para se aproximar da arte da conquista: criança e leitura.

            A linha é a representação do que se quer destacar. Uma linha leva a outra, como simbolismo gráfico. A linha nos representa através de algo inventado que sobreviveu ao autor.

            Carlos Jorge, escritor belo-horizontino, que quando menino queria ser inventor, resolveu aprender a ler – “foi uma descoberta fantástica”-; o resultado lhe deu a possibilidade de escrever, escrever, escrever... Logo, voltou à idéia de ser inventor, de unir todas as palavras conhecidas e inventar histórias. Realizou o seu sonho, inventou A Linha Assanhada, que traduziu em livro infantil.

 

                     “Era uma linha assanhada / Era tudo e quase nada.//...

                     Era torta / Reta, curva / Semi-reta //...

                    Inventava e / Desinventava formas...”

 

          Trabalhar em conjunto as linhas da arte de escrever com as linhas do desenho leva ao propósito principal, contribuir com as linhas do vazio, assim, oferecer a possibilidade da linha ter significados representativos de levar à reflexão: A Linha Assanhada.

            As crianças são repletas de curiosidades e a leitura é uma maneira fantástica de explorar este mundo desconhecido e maravilhoso A partir das observações pela leitura, ela vai criando mentalmente os seus personagens e o cenário onde se passa a história; aprende a lidar com a realidade de maneira lúdica, e encara a vida e a morte repassando a sua visão, desenvolvendo sua própria fantasia.

            Fantasia é coisa séria, deve ser cultivada na vida das crianças, porque as leva a vivenciar emoções e circunstâncias que na vida real não viveria. A arte de ler faz com que a criança transfira esse exercício para a realidade, ela junta fatos e acontecimentos.

            Ler é conquistar a liberdade, isto é, belas páginas permitem ao pensamento os mais largos vôos em direção a verdadeira liberdade. Leitura e liberdade são caminhos entrelaçados, onde o pequeno leitor conquista o novo; busca inspirações e inovações para misturar coisas e palavras, fundir palavras e imagens, como Carlos Jorge na sua história: 

              

                   “Era uma linha assanhada / Era tudo e quase nada.//...

                   Outro dia foi montanha / Se desmanchou virou céu /

                   Se cansou e virou mar / Se aborreceu e virou sol...”

 

            A arte de ler envolve muitas descobertas e muitas transformações no desempenho intelectual da criança. Levando-a alcançar segredos e verdades, facilitando a expressão: é uma descoberta fantástica!!

 

                               “Era uma linha assanhada / Era tudo e quase nada. //...

                               Reta, curva, torta e quase certa / Certo dia, imitou o homem /

                              Não gostou / Virou bicho / Enrolou e se enroscou //...

                              Virou ponto e sossegou.”