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MÚSICA DA PALAVRA: Poesia por Tânia Du Bois
Uma das grandes vantagens da arte de escrever é proporcionar ao leitor a condição de sempre viver uma nova experiência, de alçar vôo em busca da música da palavra.
Gostar de poesia, ler um poema é mais do que viver uma festa declarada. É concentrar a variedade e o poder das palavras, levar o leitor a relacionar-se com o auto-conhecimento, trazer a harmonia do prazer de viver e manter o sentimento e o sentido do ritmo poético.
Para Octávio Paz, a poesia “nos coloca em sintonia com os ritmos do mundo”; Jorge Luís Borges diz que “O pensamento para a poesia são as palavras, e essas palavras são o próprio dialeto da vida”. Tornam melhor as nossas vidas.
Stevenson pensava que “A poesia trata de levar a linguagem, as palavras, um certo sentido, como mágica”. Os versos têm sentido, não para a razão, mas para a imaginação.
Borges traduz, “Música da palavra (ou magia da palavra), do sentido e do som na poesia... de fato, contribuem para a singularidade e a beleza”. Que por sua vez, nos leva ao entendimento e nos torna eternos na admiração e paixão porque nos toca, porque trabalha em seu estado de nomeação ao mundo.
“A poesia... é parte inalienável de um espírito ou alma maior... a voz é definitivamente a nossa... uma poesia expressa o desejo de contribuir para a melhoria do mundo” segundo Virgílio Lopes Lemos.
Para Gaston Miron, “... o poema assume todas as máscaras de uma ausência nossa – minha. O poema se faz gênese de presença, a nossa – minha”.
Maiakovski, completa que “A palavra do poeta é vossa ressurreição, vossa imortalidade... estas palavras põem em movimento milhares de anos e milhões de corações...”.
Para mim, quando se fala em poesia, todo o dia é dia e toda hora é hora, mas em especial, dia 04 de outubro, abraço o Dia Internacional do Poeta, dizendo que a música da palavra é descrita e completada pela poesia, mostrando-se como desafio, parceria fundamental com a cultura. Como disse nosso bem amado poeta, Vinícius de Moraes, “O poeta não tem fim”; assim como a criatividade que não tem fim, mas tem começo: a poesia como música da palavra.
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