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“DOBRAS DO TEMPO”

por Tânia Du Bois

 

          Meu dia é uma caixa de surpresas. Passo lendo e relendo livros. Gosto do que faço. Chego passar vários dias sem sair de casa.  Apenas passeio em imaginação. O difícil é driblar o tempo.  Orídes Fontela escreveu que”.. há um tempo para desviver o tempo”.

          Entendo como valorizar a literatura, porque ela me dá liberdade e é simples representação da passagem do tempo.

          Boa surpresa é o livro DOBRAS DO TEMPO, de Carmen Silvia Presotto, que nos mostra os passos da liberdade nas lembranças de um tempo que embalou encontros, onde

 

Uma Porta se Abre: “... degusto a vida entendida sob meus olhos. / Matizo essa grande aquarela e coloco uma foto minha na capa do livro. / Nele me vejo tão diferente. //... Números, registros e funções, palavras soltas ou / codificadas que abrem a porta para sair o que / quem sou.  

 

          Dobras do Tempo deixa claro que a mudança principal ocorre dentro de nós, em nossa alma, e mantém certo poder de encantamento, reproduzido em

 

Dobras Naturais: “... Dobras naturais / abrigo de madrugadas / ao chegar o inverno, / não me deixes sem sol.” 

 

          No livro, encontro detalhadamente as suas memórias, refletidas em Fardos de Memória: “... Fabriquei fortes paredes. / Isolei o vento, porém a casa aumentou. / Espiei a alma.../ Perdi as fendas da infância. / Dou aos olhos outros caminhos.”

 

          Os poemas recordam um tempo presente que nos permite compreender o sentido da vida, como histórias entrecruzadas em sua passagem,

 

 Passo da Liberdade: “... Rastreamos velhos fantasmas e / cicatrizando uma sangrenta história / perpetuamos nossas paradas...”

 

        Ao participar um pouco mais desse mundo temporal sinto sensações especiais, ainda, presenteada com momentos únicos, “Se escrevo é para um dia renascer” e ”um dia do futuro viveria sem mim...”

 

         Um mundo invisível onde existem segredos que vão além da imaginação; a superação realizando transformações, que nos levam a uma viagem sonhadora, ao ponto de criarmos fantasias ao redor dos poemas, que tornam esses momentos, onde os seus cantos vão além das portas e janelas, expressão dos dias, todos, aqui passados, iluminados em estelares caminhos.

 

“... Recrio o inventado / revivo minhas criaturas / e me descalço dessa dimensão. // Feito anjo não caído / Sobreponho-me // Feito poeta / visto-me de humanidade.”