meiotom  poesia & prosa

e-mail: meiotom@uol.com.br

 

   meiotom.blog                                                   TÂNIA DU BOIS

 

ESPECIAL

 André Carneiro

 Eunice Arruda

 Leminski

 J. Cardias

 Jorge Cooper

 Poesia Cubana

 Poema Libai

POESIA

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 POESIA VISUAL

 Almandrade

 Carlos Pessoa Rosa

 Clemente Padín

 F. Aguiar

 G. Debreix

 Hugo Pontes

 José L. Campal

 J.M.Calleja

 Rafael Marin

 Poe-Zine

 Marcos Rosa

 Avelino Araujo

 Thierry Tillier

 FOTOGRAFIA

 Andrea Angelucci

 F. Pillegi

 Euclides Sandoval

 TITE

 GONDIM

ARTES PLÁSTICAS

 Lúcia Rosa

 Felipe Stefani

 Maria Domênica

 Lampros

 DIVERSOS

 Concursos

 Resultados concursos

 Resenhas

 Estatística

FUTEBOL, GRAMADO DE IDÉIAS

por Tânia Du Bois

 

“Aprendi que o tiro de meta é coisa de poeta.” (Jorge Ventura)

 

Futebol é a maior paixão popular brasileira. Segundo Tostão: “o futebol repete a vida.” Ele se tornou sinônimo de tradição de programa dominical, sinônimo de arte, estilo e beleza. Também tem o sentido de harmonia e graça. É objeto da literatura, do cinema, da música e das artes plásticas.

Considerado paixão, força, elegância e, no gramado, é prestigiado pela torcida dinâmica que rompe as linhas adversárias e libera nostalgias e muitos coletivos. Chico Buarque declara que “minha primeira paixão é o futebol.”

O futebol tem conceito de diversidade cultural, porque interage com o povo e abrange aspectos fundamentais das relações humanas como: a dinâmica dos espectadores é transformada em reflexão política e ação, que desencadeia explosões. Como mostra Thereza Christina Motta: “Sem palavras, / iniciamos o jogo. / Tudo se transforma / nos rostos, nas mãos / a espera. / Por que somos semelhantes / em nossas diferenças? / Por que precisamos disputar / para nos conhecer? / Brincamos com a bola, / com o sentimento...”

Nos jogos, aos poucos, o verde do gramado vai tomando vida, como num palco; coreografia de passos e lançamentos, que se cruzam e se revezam em sinfonia e ficções de cores, que são reveladas no livro de Thereza Christina Motta, “Futebol / e nada mais – um time de poemas,” com a participação de vários escritores e jogadores nas epígrafes.

“O que fazem os jogadores / quando entram em campo? / Jogam. / Que jogo? / Torcem. / E quando jogam e torcem, / sofrem. //... Nenhum sofrimento se iguala, / nenhuma alegria o supera. / Somente a vida.”

 

O futebol causa sentimento de alegria e de impotência, onde as pessoas sofrem sem precisar, como desafio, torcendo pelo seu time, expondo suas expectativas em cada jogada realizada. Ele revela sobre homens e mulheres, colocando-os em foco ao se reconhecerem nas diferenças e os identificando nas torcidas, como laços esperançosos, tomando isso como inspiração e único caminho para compartilhar seu esporte preferido.

Cada imagem no jogo de futebol passa entre uma e outra jogada diante dos olhos, despertando no torcedor, de forma diferenciada, o se deixar levar pelo pensamento, com espírito lúdico, infuso e espontâneo, revelando ritmo inusitado de idéias, expressamente sensíveis, como em Pedro Du Bois no livro O Movimento das Palavras, “... o tempo passa, o suor aumenta. / Pupilas se dilatam / tentando ajudar a jogada da equipe / Pela qual torce.”

O futebol puxa a torcida. A torcida puxa as palavras e as palavras levam ao GOOOL. Repetindo as palavras do narrador: “Este gol foi uma pintura!!”

Os sentimentos pela camiseta resplandecem a grandeza dos jogadores, o movimento, um canto ou simplesmente a concentração, enquanto as vozes chegam até os torcedores, como a felicidade em assistir ao jogo de futebol, o que nos lembra Mário Quintana, “Rádios e tevês / Goooooooolo!!! / (o domingo é um cachorro debaixo da cama.).”

-----------