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Em exposição: GLAUCO RODRIGUES

por Tânia Du Bois

 

Dani Rossi já escreveu que ”Falar de arte, fazer arte, reconhecer a arte, já é uma grande arte”. E Glauco Rodrigues é arte – ele retrata em telas a imagem da vida e, através da sua arte, denuncia o estado crítico da marginalidade consentida, resgatado da mitologia urbana. Transporta para o amanhã o sentimento do povo brasileiro.

A arte está presente no nosso cotidiano e as cores, combinadas, se transformam em expressão artística, permitindo a leitura sobre as impressões do novo.

 

“Ver / para poder ouvir // formas carregadas de significados / falam linguagens complexas / exclamam simbolismo / gesticulam indagações...” (Eduardo Barbossa)

 

Nem todos conseguem captar uma obra de arte e perceber a sua mensagem, mas, a sintonia e o elo entre o olhar e o quadro alimenta a cumplicidade e nos leva a novos encontros.

A presença de produções artísticas refletem também o espírito da época, recriando vidas e misturando traços e cores, na revelação dos sentimentos pela beleza de seus gestos e ritmos, como na obra de Glauco Rodrigues.

Manfredo de Souza Neto, salienta: “Não creio que a arte possa mudar o mundo. Ela pode,quando muito, colaborar para mudar a cabeça dos indivíduos.”

O brasileiro tem memória curta. Mas essa memória curta não é tentativa de esquecer as obras de arte, mas o conjunto de desilusões e perdas que o levam à indiferença, assim como a vida trata alguns artistas plásticos.

Na nudez do rosto encontramos o conhecimento que reflete a proposta de pensar a arte: pelo jogo de luz e sombra. Nesse contexto, tomamos o lugar escuro, como forma de reavivar o lado claro das aparências que envolvem o ser humano.

 

“A obra de arte...// define o tempo / refulge como luz anunciada /

reflete a história / induzindo à reflexão do espírito / onde acaricia os olhos /

fazendo a mente trabalhar / seus significados...” (Pedro Du Bois)

 

Uma forma de cultura não destrói a outra, porque quanto mais o homem nela estiver incluído, mais aumenta as suas expectativas do viver. Às vezes é preciso que as pessoas se habituem às artes, para que a discussão sobre o novo seja feita e a reflexão possa ser lembrada como melhor medida: o estado da alma como personagem com memória.

 

“A arte é a magia que liberta a mentira de ser verdadeira” (Fernando Pessoa)

 

Ao apreciarmos uma exposição das obras de Glauco Rodrigues, por exemplo, vemos, além do domínio técnico e beleza, a certeza do objetivo alcançado através de grande processo criativo, sensível e emotivo. O resultado, ao valorizarmos uma obra de arte, é o que fica na memória; o essencial para a vida: ver aquilo que está sendo mostrado. Essa leitura é, talvez, uma das formas para libertar a mente.