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GRITO CALADO

por Tânia Du Bois

 

“Em gritos expressamos / nossas emoções //em gritos desdobramos / nossas paixões // em gritos espantamos /

nossas sensações //  em gritos evitamos / que o silêncio  nos consuma” (Pedro Du Bois)

 

Ao olhar para cima, vejo o céu; olho para frente, vejo o mar. Olho para os lados e vejo a imensidão da natureza. Inesperadamente, meu grito é calado. Ao viver neste lugar maravilhoso e ter que conviver em ambiente fechado, fico atrelada apenas aos gritos, aos meus gritos que promovem uma transformação química, fazendo com que a voz seja absorvida apenas por mim.

Romper o individualismo é valorizar quem transforma vidas, verdades e ideias; é gritar pelos valores fundamentais para a vida; é reunir corações e mentes; é compartilhar experiências. Todos reunidos, diferentes entre si, soltando o grito preso na garganta.

 

“Talvez a felicidade.../ seja apenas o nó no peito / sorriso mal feito /

 grito preso na garganta...” (Pedro Du Bois)

 

A melhor maneira de prestigiar a vida é ter todo mundo junto para escutar o grito da liberdade: entramos com os sentidos e a vida com os destinos.

 

“... são tão poucos olhos a viver // pensamentos soltos / gritos de liberdade /

letras organizadas / chamas de despertares / não eliminarão

essa cegueira...” (Carmen S. Presotto)

 

Se algo for emocionante, uso como inspiração enquanto é tempo, evoluindo em sintonia com a arte literária, através de ideias inovadoras que possam revelar meus gritos expressivos, onde a vida imita a arte.

 

“Paira no ar ao silenciar o meu canto. / O voo sai da garganta, e não das asas.” (Carpinejar)

Sou porta-voz, reflexo da personalidade e do olhar cultural, voz afiada que até pouco tempo considerava apenas um grito calado.

 

“É... não posso perder o passo / Riscando trilhas, traço um mapa / De palavra em palavra / iluminarei minha vida / e quem sabe encontre outros sóis” (Carmen Silvia Presotto)

 

Uma compilação de frases me inspira. Por que seria pertinente gritar as minhas necessidades quando, simplesmente, posso incorporá-las ao meu dia a dia, ou abrir os Postigos?

 

“Redesenho o cotidiano // pontos / e tramas // - corda absurda - / me ouço

em outros poemas / feito sussurro ao vento.” (Carmen Sílvia Presotto)

 

Através do livro posso ver o mundo com um olhar diferenciado, para entender os aspectos da vida, incluindo a ideia do tempo e o processo de criação que me leva à iluminação, que me permite olhar através de Postigos a minha condição de vida e os meus sentimentos.

 

“... Vem... / sorve meu sangue / e com tua carne, / sejamos disfarces entre leituras.” (Carmen Sílvia Presotto)