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EX LIBRIS

por Tânia Du Bois

 

            “Desenhando a marca / em que me reconheço: o sinal /

            e o sentido. / O sentimento expressado / em traços.

           O risco preenche o papel em curvas. / Fecho o desenho

           nominado / em propriedades”                   Pedro Du Bois

 

          Os apaixonados pela literatura, que possuem certa quantidade de livros, sentem a necessidade de os identificar. A maneira mais simples e conhecida é assinar o nome com caneta em cada obra, o que desvaloriza o exemplar, além de enfeá-lo. Outra é usar o Ex Libris, como opção artística e elegante para marcar os livros do acervo.

            Ex libris significa “dos livros de” ou “da biblioteca de” – marca bibliográfica colada na contracapa de cada livro, como indicativo de posse da obra, segundo Carlos Alberto Brantes.

            Ex Libris é uma etiqueta, em dimensões variáveis, que serve para identificar os proprietários dos livros ou da biblioteca a que pertence. São pequenas obras de arte, com temas variados, que revela a personalidade do dono, de acordo com os gostos, costumes, épocas, grupo social ou cultura.

            A etiqueta pode ser confeccionada, estampada ou impressa, e os processos de gravura podem ser: linóleo, zinografia, xilografia, água forte buril e outros; produzida por desenhistas, gravadores e artistas gráficos.

            Os ex libris são considerados peças raras de troca entre colecionadores – e no Brasil, o primeiro colecionador foi o Barão do Rio Branco, que também marcou seus livros dessa forma.

            O primeiro ex libris brasileiro foi de D. Isabel de Menezes, em 1798, desenhado por Vieira Portuense, e gravado a buril pelo artista Francesco Bortolozzi.

            Para Eduardo Freiro, os ex libris se dividem em quatro categorias: etiquetas, trazem o nome do proprietário e são ornamentadas; armoriados, trazem brasões e insígnias de indivíduos, cidades, etc.; simbólicos, trazem imagens que traduzem idéias, lemas de vida, etc.; paisagistas, reproduzem cenas rurais, urbanas, marinhas, ligadas efetivamente ao proprietário do livro.

            Carlos Alberto Brantes afirma que “O Ex Libris nasceu da união da gravura de pequenas dimensões e tomou feição popular. Bibliófilos, literatos e colecionadores contribuíram de forma excepcional para o seu desenvolvimento”.

            O colecionador Paulo Benger publicou em 1995, o catálogo de Ex Libris Brasileiros, com 76 páginas e a relação de 2.660 ex libris nacionais. Em 2002, o pesquisador lançou a segunda edição do catálogo, com 150 páginas e quase 5.000 ex libris relacionados.

            A prática transcendeu muito, valendo mais como particular apreço intelectual pelos livros.

            Considero de grande importância conhecer o Ex Libris, pois traz em sua concepção a arte visual (a que vai com você para qualquer lugar) e facilita a aproximação com a obra do artista plástico – fato importante para preservar as suas características, o que pode revelar um caminho na história, na tentativa de transformar os valores dessas pequeninas obras, preservando a cultura.