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a LUA de Nuno Dempster

por Tânia Du Bois

 

 

O poeta Nuno Dempster carrega a LUA no seu poema, onde mostra que dentro de você a vida se torna possível (mesmo sem esperança) e mesmo assim a luz (luar) pode invadir a janela d’alma.

 

“Tenho de repensar a minha vida, / disse-me e acrescentou: / ser-se feliz é não ter esperança”

 

A esperança é única. Aliada a um estilo de vida torna os desafios do presente em detalhes e faz acreditar, sempre, em cada descoberta.

 

“Lembrei-lhe o sol e o mar / que hoje vejo sozinho aqui na praia / e respondi que não há quem viva assim, / ainda que a esperança não exista.”

 

Nesse viver de encontros e desencontros as histórias são as mesmas, mas, o que muda é a maneira de contá-las e vivê-las.

 

“Mas vi-a olhar para o céu, / dizendo que a sorte é termos a Lua / -rege-nos as marés e o corpo -, / e que amava seu rosto claro, / um espelho de luz na noite / onde se olhava já sem sonhos.”

 

Pare e olhe no espelho, verá o reflexo d’alma, com altos e baixos, como alternativa e possibilidade de sentir a esperança.

A luminosidade traz a energia que não cabe em você. A luz do luar invade você que persegue as ideias com a intenção de fazer e se sentir melhor.

 

“Nem suspeitou ser isso a esperança, / a lua e os espelhos sem mais nada, / a música que ouvíramos e o mar além, atrás das dunas.”

 

Dempster, no seu poema a LUA, revela que encontra o respeito, os limites de si à procura do espaço para fazer o menos ser mais, o pensar ser o sonhar. E que hoje o realismo mágico é pano de fundo para acreditar em ser feliz, porque ao olhar para o céu verá a lua.

 

O poeta cria um lado consagrado e irreverente com o poema. Mostra a contribuição da imagem da Lua, que atua quando o envolvimento com a vida é considerado variante da esperança. Deixa o leitor, também espectador, sentindo a luz do luar refletir seus pensamentos.