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MOSCA TONTA 

por Tânia Du Bois

 

Por escolha, Pedro Du Bois há muito tempo esvoaça para a sua poesia a imagem da vida que o cerca, com registro literário formado pelos tipos e situações vigentes; desenvolve uma arte que documenta os gestos e o distanciamento das pessoas, como mostra em seu poema Mosca Tonta:

 

“Quem algum dia disse

que a luz escura não tem brilho

não lembra de quem um dia lhe disse:

saia desse caminho, siga por outra estrada,

ao lado, ornada por grandes árvores,

verdes, verdejante e não pálidas.

 

Ele esquece, eu me lembro da hora

em que me foi dito com a maior seriedade;

fosse para ele, para mim, da maior seriedade.

 

Hoje, distante no tempo, no sentido

revejo a cena como nuvem sem brilho

e penso que tolo fui em não seguir o conselho.

 

Segui pela estrada errada, ontem, hoje, sempre e nada.

Sou como a mosca tonta, sem saber da tua chegada”.

 

Nem sempre me dou conta da ousadia do poeta ao bater com força as suas asas, atraindo a minha atenção pela beleza dos seus gestos e dos seus poemas.

Documenta seus pensamentos, provocando a musicalidade existente em mim. Em instantes, o poeta conquista a minha vida. Em suas páginas, desperta os sentidos para que eu reflita, respire fundo e reserve um tempo só para mim e a sua poesia. Linhas que me dão acesso a alguns dos meus melhores momentos e trazem para a minha leitura a sensação de ir a algum lugar sem saber o que vou encontrar - é estimulante e rejuvenescedor -, estonteante e esvoaçante como uma “Mosca tonta”.