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A POESIA DE ÁLVARO MUTIS

por Tânia Du Bois

 

“... foi através da Poesia que foram contados os grandes factos

históricos da humanidade.” (António Boieiro)

 

A poesia de Álvaro Mutis acumula impressões plurais do mundo e entrega a evidência de que essas coisas só se podem ver porque estão em quem as vê... “Sudário cotidiano do poeta, / cada poema esparge sobre o mundo / a amarga semente da agonia.”

A intensa realidade do mundo de Mutis é verbal, convertendo sua poesia em sintomas do tempo enquanto gesto, ao se abrigar na temporalidade. “Só o tempo / cumpre sua tarefa / com suave / mudo roçar / sem pausa ou destino...”

Ao percorrer seus poemas, o reflexo se sucede na arbitrariedade que apenas os sonhos possuem, por isso, os movimentos estéticos das palavras que a magia pode alcançar com seu grito – a poesia transcreve a realidade no fluir na memória. Nossa percepção do tempo é absorvida quando em contato com as palavras do poeta.

Segundo William Ospina, “a linguagem e o mundo, são para o poeta iguais e o que o mundo lhe diz, desperta a sua memória.” É importante a criatividade de Mutis pelo questionamento que une a arte literária com a realidade.

Na sua poesia vejo a presença de traços literários inovadores; diria que contribui para modificar a comunicação entre os homens. Ele transforma a ideia e recria formas poéticas na possibilidade de uma arte no espaço mundial, sem perder a harmonia. Trata do significado a partir do momento que estabelece marcas significativas, por onde passa a sobrevivência da poesia, como incentivo para escrever e bem interpretar.

Álvaro Mutis em seus poemas reúne a essência com conteúdo e a boa performance registrada através dos seus olhos, ligada ao próprio destino. Exercita com habilidade a forma, como se inscreve: idealizador, soma aquisições intelectuais, poéticas e vivenciais, mostra a poesia como ponto de confluência de espaços e temporalidades; portanto, cultura.

“... Nem mesmo a poesia / consegue resgatar / do minucioso olvido / o que cala este espelho / nas trevas do seu desamparo.”