meiotom  poesia & prosa

e-mail: meiotom@uol.com.br

 

   meiotom.blog                                                   TÂNIA DU BOIS

 

ESPECIAL

 André Carneiro

 Eunice Arruda

 Leminski

 J. Cardias

 Jorge Cooper

 Poesia Cubana

 Poema Libai

POESIA

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 POESIA VISUAL

 Almandrade

 Carlos Pessoa Rosa

 Clemente Padín

 F. Aguiar

 G. Debreix

 Hugo Pontes

 José L. Campal

 J.M.Calleja

 Rafael Marin

 Poe-Zine

 Marcos Rosa

 Avelino Araujo

 Thierry Tillier

 FOTOGRAFIA

 Andrea Angelucci

 F. Pillegi

 Euclides Sandoval

 TITE

 GONDIM

ARTES PLÁSTICAS

 Lúcia Rosa

 Felipe Stefani

 Maria Domênica

 Lampros

 DIVERSOS

 Concursos

 Resultados concursos

 Resenhas

 Estatística

SEM MÁGICA: NÃO, NÃO e NÃO...

 

por Tânia Du Bois

 

 

Não, não e não. Essa fórmula é mais uma das minhas invenções sem nenhuma base científica. O desafio de tomar atitudes e adotar valores por conta própria: as mudanças.

 

            Quem há de negar que a fase mais emocionante da vida é aprender que os sonhos dependem dos nossos gestos e palavras? Através do poema de Pedro Du Bois posso ver a marca da diferenciação, sem mágica. “Onde repousa a justiça/ se não na liberdade? Onde maior autoridade/ do que no exercício da razão? Onde encontrar a responsabilidade/ se não houver virtude? Assim, podemos dizer não, não e não”

 

            Poder dizer não é liberdade e escolha; é liberdade vigiada. A liberdade verdadeira me permite ir ao encontro das minhas respostas e dos meus desejos, como se fossem únicos, revelando novas afinidades, expectativas e fatos.

 

            Ter a opção do Não é direito de cada pessoa e sem essa chance de desistência não há liberdade. No entanto, vivo num mundo veloz e burocrático que não me permite vacilar, levando-me a ter respostas na ponta da língua e aonde desejo chegar. Por vezes, me pergunto, estou pensando com a própria cabeça e seguindo meu coração? Segundo Vera Casa Nova, “...O vazio espreita o tempo e o espaço. / E muitas vezes tu não tens coragem / De rir e / Secretamente dizes não...”

 

            Quando falo em sentimentos, decifrar o coração é o desafio mais difícil, porque ele não tem qualquer compromisso com a lógica, com a clareza e com o bom senso. O coração é o lugar da contradição. É a inteligência que inclui sempre boa dose de cuidados e de esperanças. O importante é sincronizar cada passo com o que estou sentindo. Muitas vezes sei apenas que estou gostando do caminho, sem ter noção do meu destino. Seguindo apenas a sensibilidade para ver as semelhanças em pessoas diferentes.

 

             Penso diferente, digo não sem magia; é uma das maneiras de exercitar a minha liberdade e me preservar. Isso na vida faz valer a pena. E ainda, lembrar do que não quero para mim, ter consciência para equilibrar desejo com ação, como mostra Telenia Hill, “Para ser livre o homem precisa ter coragem de negar...”.

 

                A importância de negar reside no modo como digo Não. Representa um freio ao meu desejo; mas é possível aprender e identificar o significado do “não” e a lidar com as mudanças. O principal é ter iniciativa para os dias de hoje, ter a capacidade de colocar em prática a minha ideia e opção. A cada torpedo negativo da mente, retruco com um positivo;  lembro das conquistas pessoais e dou a justa medida a cada desafio, valorizando cada passo e cada negação, sem mágica.