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Livro: DO SILÊNCIO DA PEDRA

por Tânia Du Bois

 

Em passeio por alguns “sebos”, encontrei o livro de Donizete Galvão: DO SILÊNCIO DA PEDRA, de 1996. São poemas que dizem que a pedra é silenciosa e dela brota água, representando a vida: A pedra cala / o que nela dói”. O autor busca na pedra algo de eterno e nos mostra como extrair lições de permanência dos minerais.

 

“Quem diante dessa força bruta / batida por séculos de vento

Não ouve aquele pioneiro sopro / vindo de onde ninguém tocou?”

 

 

Os poemas mostram que a linguagem da água nasce dos seus embates com o leito de rochas, dando uma voz a realidade. São poemas ricos em metáforas.

 

“No mundo das pedras lisas não cabe a dor.”

 

A pedra além de ser uma fonte de inspiração, ela pode se trabalhada?

A artista plástica Renina Katz nos diz que sim, que pode ser trabalhada. A poesia reflete na arte quando trabalhamos a pedra. Torna-se fascinante ao se juntar com a litografia de Renina, como a ilustração do livro, num estilo que nos faz pensar e despertar a nossa imaginação. Permitindo-nos oscilar entre o tom da palavra e a contemplação do traço.

 

“Pedras de sombra / caídas do céu / Rebanho em negro /

Montanha abaixo / Notas tocadas / por um fio de água /

Silêncio dos deuses / que no miolo da pedra /

Fizeram sua morada”.

 

Nas obras os poderes se interconectam e se materializam, resultando em cenas de encanto, mostrando que a poesia e a arte são a busca do homem pelo sentido da vida ao descobrir nesses dois mundos a força na liberdade rompendo barreiras.

 

“Um dia / fantasma / amor / sem sujeito /

impossível / falar / silêncio de pedra.” (Almandrade)