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PORTINARI, entre traços

por Tânia Du Bois

 

          “A pintura é uma poesia... / A poesia é uma pintura...”

                                                            (Mansueto Bernardi)

 

A arte nos possibilita adquirir informações sobre o cotidiano e, a partir desse momento, as pessoas passam a se conscientizar do valor da cultura, enfatizando a importância da obra como diálogo entre diversos olhares sobre os traços, como cenário.

          Um dos ícones no Brasil foi Cândido Portinari (1903/1962). Artista paulista, de origem humilde, representou as mazelas do povo brasileiro, a partir de pequenos esboços até em grandes murais.

          A arte propõe um diálogo entre a pessoa/leitor e o pintor/autor na convergência de estilos, técnicas e sensibilidades e interesses para dar nova leitura desse importante gênero na arte.

          João Montanha faz uma homenagem ao mestre, com o poema DESPEJADOS DE CÂNDIDO PORTINARI: “Desorientados / À beira da linha / Onde o poema passa / Eles... / Que sem onde / Deixam-se ficar // À margem / Despejados dos parágrafos.”

          Cândido Portinari será lembrado como um condutor para o enobrecimento da realidade, porque não perdeu de vista a face imutável do homem brasileiro.

          Ele deixou um imenso acervo (quase cinco mil obras), para apreciarmos e nos conscientizarmos do seu valor; ainda hoje uma das obras mais representativas da brasilidade encontradas nos museus. Também inaugurou a sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil.

          Portinari é a representação profunda do povo brasileiro, que mostrou a nossa realidade, misturando vidas, cores e traços.

          Deixo para a reflexão de Pedro Du Bois: “Quantos momentos / podemos fazer / contar num único / quadro emoldurado / dependurado na parede / como caminho aberto para o outro lado?”