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REINVENTANDO HISTÓRIAS

por Tânia Du Bois

 

              “Um vício que podia fazê-lo mortal, pois tinha lápis nas veias e papel no colo.”

 

A arte de escrever é sensibilidade, emoção, é ir além da imaginação, e o escritor Clauder Arcanjo se traduz em cada uma dessas palavras ao lançar o livro de contos, Lápis nas Veias.

Em formato reduzido, justamente para facilitar o transporte, o livro é convite para conhecer as histórias tristes entre os homens e suas vidas. O título espelha a emoção contida no livro.

Arcanjo coloca na ponta do lápis os desejos, gritos e silêncios que expressam a ousadia das vidas em suas linhas. Perfeito para aproximar a arte da vida (conquista) num mundo em mudanças aceleradas à arte das histórias (causos).

 

                                “Aninha fechou o baú dos sonhos e foi cair nos braços da vida. Na

                                 próxima noite, renovaria tudo.”

 

A criatividade de Arcanjo se impõe quando nos faz “ver” o lado triste da vida, desconsiderado e desconhecido, como a sobrevivência. Os contos mostram o que se reconhece numa versão alternativa da vida, quando vivenciadas as emoções e as circunstâncias da realidade. Segundo Tarcísio Gurgel, “são textos que falam da alma, tristezas e das vontades.”

 

 “Nome: Juviro. Profissão: pesquisador dos hábitos e costumes da sociedade...

  Juviro, abandonou o mister de pesquisador, recolhendo-se a silenciosa

  aposentadoria.”

 

O autor, em Lápis nas Veias, reinventa histórias através de pequenos contos que desafiam a nossa curiosidade como leitores. Mas é necessário elogiar, encorajar e aceitar os desafios propostos e, por conseguinte, a obra nos faz refletir a sobrevida em causos, e o poeta como defensor da liberdade.

Lembro ainda Antônio Cândido, que disse: “A literatura é uma atividade sem sossego”; assim como, no livro, as fotografias de Pacífico Medeiros, que é arte que agrada aos olhos e, em cada detalhe, reescreve a ousadia das histórias reinventadas.