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QUEM INFLUENCIA QUEM...?

por Tânia Du Bois

 

“... o poeta / vê no vôo da borboleta /

a possibilidade de dar asas / ao poema.” (Carlos P. Rosa)

 

Sofrer influência, adotar a peculiaridade como linguagem, investigar os vazios, as palavras e folhear livros é fazer constatar a história, e se tornar amante da ilusão onde encontro refúgio. Em outras palavras, esse lugar é a passagem sobre o movimento das palavras. “Embora poucos se dêem conta, que a influência de opinião na vida das pessoas é enorme. Opinar é um modo de expressar a relação entre eu e o mundo” ressalta Carlos Matheus, em seu livro: As Opiniões se Movem nas Sombras.

A influência é o equilíbrio dinâmico que se reverte em conhecimento, onde os volumes delineados estabelecem a contraposição em conjunção das palavras, e nelas coloco o meu olhar através do sentimento e da troca pela criação.

O escritor com estilo definido é escolhido por mim, leitora, em razão de sua capacidade criativa de me reter a atenção. Não o deixo passar despercebido ao notar que ele está em busca de transcender os limites convencionais, ao passar pela elaboração de um estilo grandioso para a escala de simplicidade e aí o diálogo é traçado e a influência se torna força natural entre leitor e autor. Mas, quando penso na obra como suporte, adoto a influência como expectativa. Por exemplo, as obras que perduram, famosas, me mostram os acabamentos convencionais como manifestação da influência.

Influenciada pelo escritor, sigo o curso do rio da arte e percebo que, em tempos crus e diretos, a consequência é um autor influenciar o outro, ao conquistar seu lugar especial, expressando a sua marca e, por atração, sobrevoar os estilos como logotipo.

O livro é o retrato incisivo da vontade e do desejo do leitor em se tornar influenciado. Com a ideia de sermos influenciáveis, talvez a criação como conhecimento, deixe claro, com o espalhamento de estilo, que o olhar e o sentido podem, com o texto, fazer ressurgir palavras que atingem a plenitude.

Do outro lado, a influência é a dimensão que o escritor/leitor parecem reinventar – tornam incomum na arte do tempo o sentido transcendente em favor da arte literária. Dentro dessa linha, tanto quem influencia, quanto quem se deixa influenciar, em alguns momentos facilitadores da arte literária, aproxima a grandeza artística a quem merece seja atribuída.

Lima Coelho, influenciado pelo amor, escreveu, “... Pensei em elaborar uma bela poesia / Que citasse tudo sobre o amor / Que passasse mensagens de alegria / Da musa inspiradora com primor // Pensei compor uma bela canção / Inspirado nesse grande sentimento / Falando tudo que sente o coração / E do que rola no pensamento...”