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VENTOS POÉTICOS

por Tânia Du Bois

 

“Grão de areia arrastado pelo ar, eu sentia sumir-me o chão dos pés, levitar, alçar vôo... E me guiavam os quatro ventos...”. Nilto Maciel, em sua poética, mostra-nos que as mudanças climáticas afetam a vida e a paisagem dos homens. Fazemos idéia do poder que o vento tem? O que se revela ao decidirmos sair em caminhada para sentir o vento? Esse, o desafio.

 

Jorge Xerxes poetiza que “Cada um de nós / traz dentro do peito / uma brisa / alguns dias sopra fraca / parece sufocar a calmaria...” E Benedito Cesar Silva, revela: “Folhagens ao vento / gosto de beijo marcado / olhar paralelo.”

 

A liberdade é revelada: os sonhos levam a decisão: a criação literária é retratada tão fielmente quanto o prazer do amor, como se fosse fotografada a beleza da fantástica vida através da poesia, como em Francisco Alvim: “Passeiam os dias / e o tempo não se extingue- / vento no infinito // O tempo me veste com seu sopro estranho / Sou uma luz em que ele bata”

 

A idéia é avaliar os efeitos dos ventos poéticos, que ao se depararem com as sensações, anseios e liberdade, descortinam poemas que se adaptam à necessidade do poeta, na pretensão de revelar o caminho da paixão de escrever com a versatilidade do repertório que escolhe para construir seus ventos poéticos, como no livro A Geometria dos Ventos, de Álvaro Pacheco, “O vento / que faz amor com as nuvens, / afugenta o sono, / e interrompe / a serenidade do voo de Ícaro,...”

 

As manifestações se dão de formas variadas, com o objetivo de mostrar que cada dia é um amanhã de acontecimentos inesperados, dando emoção extra aos ventos, como os versos poéticos do livro Portas e Ventos, de Pedro Du Bois, “Ouço o vento / invisível: tenho medo / do vazio / do mundo / (das sentenças) / tenho medo / dos barulhos / do mundo / (das sentenças) / tenho medo / da minha sentença.”

 

Vale sentir os ventos e refletir sobre os pensamentos do poeta, como grande conquistador do espaço da arte literária. A partir daí, tornar-se parceiro de caminhada, prendendo o leitor até os últimos ventos, como na visão de Francisco Alvim, “Às vezes penso na morte não como medo, uma dor / mas como vento forte”.

 

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