meiotom  poesia & prosa

e-mail: meiotom@uol.com.br

 

   meiotom.blog                                             Murilo Vianna

 

ESPECIAL

 André Carneiro

 Eunice Arruda

 Leminski

 J. Cardias

 Jorge Cooper

 Poesia Cubana

 Poema Libai

POESIA

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 Carlos Pessoa Rosa

 Convidados

 POESIA VISUAL

 Almandrade

 Carlos Pessoa Rosa

 Clemente Padín

 F. Aguiar

 G. Debreix

 Hugo Pontes

 José L. Campal

 J.M.Calleja

 Rafael Marin

 Poe-Zine

 Marcos Rosa

 Avelino Araujo

 Thierry Tillier

 FOTOGRAFIA

 Andrea Angelucci

 F. Pillegi

 Euclides Sandoval

 TITE

 GONDIM

ARTES PLÁSTICAS

 Lúcia Rosa

 Felipe Stefani

 Maria Domênica

 Lampros

 DIVERSOS

 Concursos

 Resultados concursos

 Resenhas

 Estatística

 


 
Conheci um marinheiro que disse ter dado a volta ao mundo, sozinho, em seu pequeno barco de pesca.
                Durante muito tempo longe de terra firme, ele aprendeu a sobreviver com a rusticidade, se deparando freqüentemente com chuvas pesadas, tempestades imperdoáveis, animais ferozes, e a luta contra seu corpo que parecia rendido.
                Foram anos viajando pelo incerto, pela ameaça.
                Ele não desistiu.
                Com as marcas de uma trajetória árdua em suas mãos, com seus cabelos brancos, e sua emaciação, o velho homem se orgulhava ao contar sua história para os ares, proclamando suas palavras, uma por uma, em bom som pelos lugares em que pisava.
                Pessoas passavam sem dar atenção ao marinheiro. E as que davam, o consideravam maluco, não acreditavam em sua palavra ou não entendiam o que ele estava querendo dizer com toda sua explanação.
                Verdade ou mentira? Sua viagem pelos sete mares nunca aconteceu? Isso não importa.
                Era possível ver em seus olhos simplórios e distantes da lucidez, a emoção de uma aventura criada pelo seu destino, ou pela sua própria imaginação.
                Deixe o coração de um velho marinheiro bater mais forte, é possível notar que não o resta muito tempo.