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meiotom poesia & prosa |
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meiotom.blog POEMAS DE MURYEL DE ZOPPA |
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A TARDE CAIRÁ CINZENTA |
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Proferiu Goebbels ao ativar a fornalha. CHUVA costurados ao céu algodões engravidam de escuro por mentirem o sol BAILAVA EM SEU PEITO UMA CRUZ
Na cadência das
estocadas que impunha ao sacristão. FALAVRA
de Guimarães não importa
nos espinhos NÃO SE FURA FILA em Auschwitz. SERTÕES É Pedra que, à luz do dia, transpira e faca que, educada em pedra, emoldura a tripa. É sede do barro costumeiro. É o batalhar dos calos sob o reflexo solar dourado do fado. É Lampião que, co’os pés trincados, pernambuca de chão a chão. É tal qual o vento trafega a poeira, que sapeca o couro e dança o facheiro, esquenta o sol cajado e o cangaceiro. É cordel cantoria, é língua quente, que afia o facão co’água ardente. É bala sertão no catingueiro, é matéria sofrida da morte morrida, é carcaça passante de vaga-vida na ginga poeira que sec’a flor. TEXAS, 1963 Blasfemava, enquanto o crânio regurgitava os miolos do marido, não contra as diretrizes da política bélica e nem da fragilidade republicana - como o fizera horas atrás - mas pela demora em lhe providenciarem um balde. O POÇO E O PÊNDULO
Inalado, percorreu em direção
ao cérebro um trajeto perpendicular ao abismo; foi quando se
deu conta de que precisava de mais de si. Cheirou-se. Em
meio à euforia de cores e desatinos - seguidos de alguns
minutos para reflexão -, lembrou-se de que cheirava, ali, o
Renoir adquirido por sugestão de uma das filhas, assim como
já cheirara ternos, motos, a Fender autografada por
Clapton... prato limpo! A CORDA Da parede, Sartre observava tudo.
CAMA O soluço abafou, não conteve as
lágrimas. Nem dos seus dedinhos ela se servia mais. |
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